Segunda, 01 Janeiro 2018 06:45

Quando o Amor renova, nasce o Ano Novo.

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Quando o Amor renova, nasce o Ano Novo.

Há dois anos estamos sem viajar com o nosso motorhome Casulo móvel. Estávamos parados em Cuiabá esperando meu pai recuperar do AVC sofrido, e ainda, pastoreando uma igreja.

Pois bem, hoje estou revivendo a alegria de estar escrevendo nas primeiras horas do ano de 2018, na região dos Lagos no Rio de Janeiro, na cidade de Arraial do Cabo. O cheiro da brisa salgada do ar litorâneo e a chuva que cai, enquanto escrevo um pouco da minha alegria de estar vivendo este momento. A janela aberta do Casulo, enquanto escrevo tendo como testemunha a brisa e o som da chuva e das ondas da praia dos Anjos.

Depois de três anos estamos de volta a Arraial. Já passamos o final de ano nos mais diversos lugares: geleiras, montanhas, cordilheiras, praias, metrópoles. Todavia, o tempo é o mesmo, imutável, inflexível, soberano, apena existe. O ano muda pelo menos duas vezes por ano: uma é quando fazemos aniversário e outra é quando o dia 31 de dezembro termina. Achamos que nessas duas datas nossas vidas também mudarão. Na verdade, viramos apenas o dia seguinte, ou do aniversário ou do calendário, e continuamos a mesma pessoa.

Muitas vezes o que muda são os sentimentos, novos projetos e sonhos. O que me encanta é o amor renovado, nessas datas a esperança renasce. Quero exercitar o enamorar a pessoa amada. O texto deste artigo não é sobre o ano novo, mas uma declaração apaixonada de ter a minha Lizinha nessas datas especiais. Temos uma caminhada apaixonada de cumplicidade de vida e sonhos. Quando estamos vivendo essas datas renovamos o ano e o amor. O ano é o tempo soberano. Enquanto o sentimento é frágil, renovável, mutável, por isso deve ser regado com o orvalho do cuidado diário, com o afago da gentiliza, com o carinho do toque e a delicia do beijo apaixonado que renova o sentimento na data comemorada. O ano é novo, porque renovamos nosso amor, com a esperança do calendário que começa hoje. Que o tempo  seja da cumplicidade dos sonhos da alma, dos desejos dos enamorados e da solidariedade compartilhada dos anos já vividos. Lizinha com você estou pronto para enfrentar alegrias, tristezas, risos, lágrimas, reconhecimentos, decepções, gratidões, ingratidões, que os dias de 2018 sejam leves para a felicidade nos acompanhar, para o amor renovar e nascer o ano novo.

Arraial do Cabo, Rio - Reveillon de 2018.

 

 

 

 

Domingo, 01 Janeiro 2017 16:47

Lembranças, realidade e eternidade

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Lembranças, realidades e eternidade.

Há exato um ano atrás estávamos no sul do Chile ao pé das Cordilheiras dos Andes, no Camping no me olvides, com o casal argentino motorhomeiros Daniel e Olga. Celebramos com a ceia de final de ano, a nossa frente um grande lago que é alimentado pelas águas geladas que descem dos picos nevados da monumental cadeias de montanhas que cortam longitudinalmente a América do Sul. Céu estrelado testemunhando a alegria de quem estava vivendo a grande aventura de viajar por dois anos. O sorriso era fácil, os planos esperançosos, a vontade de continuar explorando a América, juvenil! Mas o tempo ou a vida prega peças nos planos. 

Enquanto escrevo este artigo, estou no quarto do meu pai, ao lado da sua cama, o que vejo não é o homem do ano passado. São passados dez meses das três letras que derrubaram os sonhos e ambições do meu Velho, o fatal e cruel AVC.

O meu sorriso não é mais fácil, a esperança inibida, a vontade fragilizada, por causa do que vejo ao meu lado, corpo decrépito, mente desconectada com a realidade, ausência de tudo o que foi, sonho interrompido em vida e o corpo teimando em continuar a sua saga de existir. O que existe é apenas o sofrimento do corpo na ânsia de existir. O tempo  e a vida não são mais os mesmos! O tempo o alcançou e está sendo implacável com o meu velho Pai. Diz o sábio que “aqueles pela sua robustez chega aos setenta anos, que o espera é cansaço e enfado do peso dos anos”.

Enquanto os fogos de réveillon explodem saudando 2017, com a expectativa de ano venturoso, próspero, com realizações que só a intimidade do coração revelam na escondida esperança.  Meu Velho, indiferente aos acontecimentos de esperanças outrora vivida e que povoavam também suas expectativas do ano novo. Agora, já não existem, apenas reminiscência do passado, como se atuais fossem.

A vida deveria continuar sendo boa, assim como nossos desejos do ano que começa, contudo, a vida como os anos conspiram para construir os sonhos ou destruir os desejos que escondem na impenetrável alma humana. Na cama ao lado, meu pai, que a alma ainda nutre expectativa que só sua mente confusa não consegue expressar, mas, o Criador da vida, revela que “Ele colocou a eternidade no coração do homem, sem que ele, o homem, possa descobrir o que Ele fez desde do princípio até o fim”. Por isso meu Velho ainda insiste com a vida, não sabendo ele que seus sonhos serão eternos, na eternidade em companhia do Criador, Deus!

Sonhamos com coisas a realizar, engano do coração! O verdadeiro sonho é a eternidade que o espírito aspira, pois, é voltar as mãos Daquele que o criou.   

Feliz vida e ano de 2017, enquanto a eternidade não nos for revelada.

Tempo de chorar.

Cuiabá, MT.       

Sábado, 20 Fevereiro 2016 23:05

IGREJAS VISITADAS - ANO 2016.

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ANO 2016

Fevereiro:

  1. Dia 06 à 08 - I.B. Central de Chapecó, SC. - Pr. Eli
  2. Dia 13 à 16 - I.B. da Vitória - Cascavel, PR - Pr. Edmar  
  3. Dia 28 - I. Ass. de Deus Ágape - Caraguatatuba, SP - Pr. Otávio

Janeiro:

  1. Dia 03 à 06  - PIB de Puerto Montt, Chile
  2. Dia 08 - PIB de Bariloche, Argentina - Ir. Ariel e Juan Marcos
  3. Dia 09 - PIB de Esquel, Argentina - Pr. Pedro 
  4. Dia 31 - I.B. Pioneira de Santa Barbara, RS - Pr. Gabriel Lauter

 

Sexta, 29 Janeiro 2016 22:39

Por que Ushuaia?

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Por que Ushuaia? 14 à 18/01/2016.

Estou escrevendo este texto dentro do Casulo em frente ao Porto do Ushuaia, no Canal Beagle, lá fora está zero graus com vento cortante, que diminui com a sensação térmica para abaixo de zero. Minha “Lizinha” depois de fazer o diário de bordo, já dorme, na agradável temperatura produzida pelo aquecedor a diesel. 

São 22:31h, daqui de dentro observo as primeiras luzes dos navios e as últimas luzes do dia que ainda teimam em deixar o astro rei ir clarear outro lado da terra, o Oriente. 

Registro com as lentes da Canon o crepúsculo que torna esse dia inesquecível! O anoitecer à margem do sul do Atlântico, onde as gélidas águas da Antártida faz a ponte de travessia para o outro oceano, o Pacífico.

Ao lado da nossa “casa rodante” como gostam de hablar por aqui, são nossos vizinhos, suíços, canadense, franceses, e argentinos, todos levando suas inquietudes de explorar seus sonhos com a “casilla en la espalda”, para a viagem ser mais confortável e prazeirosa. A língua de comunicação é o brilho nos olhos, confiança no coração aberto e a mente ávida pela troca de informações dos lugares não percorridos. O sorriso, a gentileza e o mapa é a linguagem universal do motorhomeiro!

Aqui conhecemos o final da Ruta 3 com seus 3.079 km a contar do marco zero no obelisco em Buenos Aires, na Plaza de Mayo. O Parque Nacional Tierra del Fuego com seus belíssimos lagos e montes com picos nevados. 

O inusitado Correio Postal argentino no famoso Canal Beagle, na Ensenada Zaratiegui, no Puerto Guarani onde os sonhadores, que levam suas aventuras a cabo, enviamos correspondências aos nossos, dando notícias do feito realizado. Carimbamos o passaporte com o “sielo del fin del mundo” e trazemos como prova inconteste o DNA do carteiro, Carlos, visto que a cola do famoso selo é com sua própria saliva. 

Dormimos a margem do rio Zapataia e do Lago Roca, fotografamos enrolados na bandeira do Brasil na placa de madeira que testemunha o final da Ruta 3, onde acaba a estrada do continente, de acá a delante solamente caminando o del barco.  

Conhecemos a história e visitamos o presídio penal que deu origem a cidade de Ushuaia, hoje abriga vários museus e exposição de arte, que contam a história local. Caminhamos pelas ruas e avenidas da cidade, fizemos compras em supermercado e desfrutamos das belezas da cidade, tal qual, qualquer um dos locais.

Ao longo da Ruta 3 e da maior da Ruta Nacional (RN) argentina a Ruta 40, um orgulho para quem já a fez de norte a sul, os 5.500km. Encontramos pessoas caminhando com mochila nas costas, pedindo carona; ciclistas; pessoas dirigindo os mais variados tipos de automóvel; motorhomes; camionetas e motoqueiros; todos realizando um sonho que nasce não se sabe quando, apenas que existe e precisa ser realizado por isso estamos todos nas estradas, sendo companheiros nessa caminhada que antes de tudo é pessoal. Feliz aquele que tem uma companheira que compartilha do mesmo sonho, como eu! 

Por que Ushuaia? Porque é onde o sonho me levou até agora, daqui pra frente não sei. Será? 

Já foi dito que Ushuaia é o ponto mais ao sul do continente onde se toma impulso para ir mais longe nas Américas e nos sonhos!

São 23:40h, o astro rei definitivamente já está encantando o Oriente, agora só resta nas águas os reflexos das luzes das embarcações e alguns valentes transeuntes que insistem em curtir a gelada noite da Tierra del Fuego, Ushuaia!

Que a Graça de Deus se renove no novo dia. 

Boa noite e feliz sono e sonhos!

 
Segunda, 18 Janeiro 2016 19:41

Famosa Ruta 40 - Argentina.

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Famosa Ruta Nacional 40 na Argentina

Cruzamos a fronteira pela Cordilheira de Entre Lagos em direção a região turística de Bariloche. A linha imaginária que divide os países é o “divortium aquarum”, expressão latina que significa divisória de águas. O amigo motorhomeiro - Daniel Sziapelis - ensinou-me que a fronteira do seu país com o Chile é marcada a partir das nascentes d’aguas na Cordilheira, traçando linha reta entre elas, assim nasce a linha imaginária Andina, tendo a muralha da Cordilheira como fronteira natural. “La tierra que divide água” as fontes que originam os rios que vão desaguar no leste, Argentina, e no oeste, Chile, é a fronteira que passamos várias vezes nesta viagem, deixando lembranças na memória e marcas de carimbos nos passaportes. 

Passamos pela cidade de Angustura onde vimos o pequeno rio que liga dois grandes lagos, onde se pesca o Salmão. Chegamos a cidade mais européia argentina, a badalada  Bariloche! Muitos turistas, preços altíssimo e um calor intenso que não lembrava em nada a Suíça. Fomos recebidos na Iglesia Bautista de Bariloche pelos amados irmãos - Ariel, Agostina e Juan. Partilhamos da comunhão no culto de oração e depois fomos dormir na garagem dos pais de Agostina.

Na manhã seguinte, depois de conhecer e tirar algumas fotos da encantadora cidade com seus grandes grandes lagos e vista para a Cordilheira com neve, ainda que estivéssemos no verão. Imaginei este cenário no inverno, ai sim, torna-se-a com a neve, a “Suíça de la  América del Sur”. 

Rumamos para o sul, pela famosa Ruta 40! A cada fim de tarde ela nos brindou com paisagens ricas em cores, nuvens estupendas, raios de sol multicoloridos dando brilhos a imensidão do céu. Diria que vi entardecer inesquecível que ficou registrado em videos e fotos, para quando, tudo isso, só for lembranças!

Chegamos na cidade de Esquel, já nos esperava na Iglesia Bautista da cidade, o pastor Pedro Boresky, onde participamos do culto de oração e depois fomos ser seus hospedes. Descansamos por dois dias, lavamos as roupas, conversamos muito sobre como temos visto a Igreja do Senhor mundo a fora. Tempo de refrigério e informações! Obrigado irmãos Pedro e Noemi pelo carinho que nos acolheram em sua casa em Esquel, inesquecível!  

Seguimos para a cidade de El Calafate, onde pela primeira vez pegamos a temível estrada de “rípio”. Foram 35 km de pedras soltas, contudo, o Casulo móvel resistiu bravamente e chegamos ao destino - Glaciares Perito Moreno.

Para entrar no Parque Nacional Los Glaciares, paga-se cento e cinquenta pesos argentinos por pessoa, em torno de quarenta reais, dependendo do cambio. Vale a pena! Estivemos a beira das geleiras, com sua beleza imponente e vento gelado. Passeio imperdível, o Parque é muito bem cuidado e com boa estrutura, pena que não é permitido passar a noite acampado, este é o seu ponto negativo.

Mas o espetáculo é a geleira, conhecida como Glaciares Perito Moreno, montanha de gelo em movimento, que quando não se vê paredões de gelo desabando, constantemente ouve-se estrondo de desmoronamento de blocos imensos de gelos sobre as águas, um espetáculo para se ver e ouvir. 

O glacial é uma grande massa de gelo em movimento. Se forma em zona alta e fria, onde a neve e se acumula por anos e anos. O acumulo é tão grande, que seu próprio peso comprime a neve mais profunda, compactando em uma massa sólida de gelo.

A dimensão do Glacial Perito Moreno é de 5 Km de largura, 70 metros de altura e 160 de profundidade. O Glacial é a natureza no seu esplendor! 

Depois, continuamos pela Ruta 40, até o seu final na cidade de Rio Gallego. Despedimos dos seus encantos e pegamos a Ruta 3, que nos levará a Tierra del Fuego, Patagonia del fin del mundo, no final dos seus 3.079 km, Ushuaia!

 

 

Segunda, 18 Janeiro 2016 19:40

Ruta Pan Americana.

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A famosa Ruta Pan Americana no Chile.

 Pan Americana é a carreteira que corta as Américas, do Estado americano do Alasca até o extremo sul do continente chileno, são mais de dezessete mil quilômetros de asfalto. 

Descemos para o sul do Chile, apreciando as belezas deste comprido e estreito país. Conhecemos os belíssimos lagos gelados em pleno verão, vulcões com seus picos cobertos de neve, suas mais variadas vegetaçoes, cidades bucólicas a margem de lindos lagos e finalmente chegamos ao final da Ruta Pan America na cidade dos salmões, Puerto Montt. Ficamos acampados no pátio da Primeira Igreja Batista da cidade. Assistimos ao culto e nos alegramos com nossos irmãos cristãos. 

Conhecemos os pontos turísticos e percorremos a Carreteira Austral até o seu primeiro Ferry Boat. Dai em diante a estrada é sem pavimento e com muitas balsas de ilha em ilha, bosques e reservas até atingir o final do território chilena, a cidade de Punta Arena. 

Depois de Puerto Montt fomos em direção ao leste em direção a Cordilheira, passando por Puerto Varas, Ensenada, vulcão Osorno e Entre Lagos.

Em Porto Varas encontramos um casal de Brasília que estava de férias, contamos um pouco da nossa viagem, trocamos endereços de Facebook e a Marlene tem nos seguido pelas redes sociais. Esperamos um dia revê-los quando passamos pelo Distrito Federal.

Ainda na Ruta Pan Americana, perto da cidade de Puerto Montt, encontramos no posto de combustível Copec, o casal do triângulo minero, Alice e Valdeci, com seu motorhome de onze metros. Depois voltamos a nos rever noutro posto de combustível Petrobras na cidade de Esquel na Argentina, estávamos indo  todos em direção a geleira no Parque Nacional Los Glaciares de Perito Moreno.   

Na região de Entre Lagos, no Camping no lo olvides, passamos o ano novo! Conhecemos na noite anterior, num posto da Petrobras em Osorno, o casal motorhomeiro de argentino - Daniel e Olga - com as lindas Poodles Jack e Frida. Combinamos em passar a última noite do ano a margem do Lago Puyehue na cidade de Entre Lagos, com vista para a Cordilheira dos Andes.

Na noite do último dia do ano, juntamos nossas panelas com o Daniel e a Olga e brindamos o ano de 2016, com quatro minutos de antecedência, para termos saldo de tempo no novo ano. Tomamos banho nas águas geladas que descem das montanhas, formando o grande e belo Lago Puyehue. O vento suave e gelado, a imensidão do lago e as estrelas brilhando no seu resplendor testemunharam a nossa alegria de viver este momento. Obrigado Deus! Entramos o ano com sorriso no rosto, brilho nos olhos, esperança no coração, lugares novos para conhecer e gratidão a DEUS por estar fazendo o que estamos fazendo. Conhecer é Preciso! 

Segunda, 18 Janeiro 2016 19:37

Santiago do Chile

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Santiago do Chile  

Depois da cidade de Mendoza na Argentina, cruzamos a Cordilheira dos Andes, passando pelo Aconcagua a 3200 metros de altitudes, lindíssima paisagem. Picos imponentes com seus cumes cobertos de neve, vegetação verde e rasteira na base das montanhas e rarefeitas na medida que aproxima do ponto mais alto. Verdadeiros leitos de rios secos que cortam as encostas, que escorrem suas águas no período das chuvas e do degelo no final do inverno. Rios com leitos largos que serpenteiam tal qual a estrada na Cordilheira, que desaguam no parte leste do continente, na Argentina, Formando o caudaloso rio Mendoza que embeleza a Ciudad de las árboles, tema do artigo que escrevi anteriormente.

De outro lado da Cordilheira, nossos olhos contemplaram outra paisagem. O Chile nos recebeu com a descida da estrada em forma de caracol, muitas curvas que chegam quase a trezentos e sessenta graus. O relevo acidentando, quase sem nem uma vegetação, muitas rochas e poeira vulcânica fina que me deixava com a sensação de estar sempre sujo.

Chegamos a Santiago do Chile a noite e como sempre procuramos uma Igreja. Localizamos a Igreja Batista Jesus es la Roca, fomos recepcionados pelo jovem irmão Claudio e que nos arrumou hospedagem na garagem da amável família do ir. Gonzalo.

Depois fomos para o litoral do Poetas onde encontramos nosso filho Tonzinho e sua esposa. Assistimos como convidados ao casamento da Richard e Elizabete no acampamento presbiteriano La Granja.

Depois voltamos para Santiago para receber nosso outro filho - Éco - que chegava do Rio de Janeiro para passar o natal conosco. Finalmente a família, após um ano estava novamente reunida e se alegrando e explorando a bela cidade de Santiago. Visitamos o maior edifício da América latina, a Torre Costanera com seus trezentos metros de altura, fomos conhecer a vinícola Concha y Toro, passeamos de metrô e conhecemos vários pontos turísticos da cidade. Em El Tabo, no litoral dos Poetas conhecemos a casa do ilustre escritos chileno Pablo Neruda. 

Depois do Natal despedimos dos amados filhos e prometendo em breve reencontra-los nas suas respectivas casas. Agora direcionamos a bússola do Casulo em direção ao sul, pela Ruta Pan Americana chilena. 

 
Segunda, 21 Dezembro 2015 03:50

Ano Novo - 2016 - sonhos renovados.

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Ano Novo, sonhos renovados.

No ano de 2010, quando a Missão Conhecer é Preciso era apenas sonho, cunhei a frase abaixo que dá título a este site:

Não envelhece quem é rico em sonhos.

Os sonhos acendem a esperança.

Os sonhos renovam o espirito.

Os sonhos dão asas que não nos deixam envelhecer.

Porque estamos sempre voando, realizando a teimosa esperança do sonho.

Dois anos se passaram que vivemos diariamente a Missão, desde do começo da sua efetiva preparação e os dezoitos meses de estrada com o nosso motorhome, Casulo móvel.

O ano que se finda foi outra grande aventura! Lugares nunca antes visitados, novos amigos, paisagem vista apenas em video ou fotos, agora testemunhadas ao vivo e a cores. Majestoso litoral Rio/Santos, serras  e região dos lagos fluminenses, suntuosos pinheiros paranaenses, belíssimas serras catarinenses, amplos pampas gaúchos, cidades históricas, grandes rios fronterisos, pampas argentinos, estupenda Cordilheiras dos Andes, relevos andinos, praias do oceano Pacífico e pessoas, que nos amaram, recepcionaram, hospedaram, ajudaram e nos tratou como gente, sem nos conhecer, verdadeiros cristãos. Gente que gosta de gente!     

 Nesta noite quando escrevo este texto, estamos em La Granja Presbiteriana do Chile, na Região de El Tabo, no “litoral de los poetas” onde viveram vários poetas chilenos, o maior deles Pablo Neruda. Aqui, vieram de São Paulo nos encontramos nosso caçula Ton com sua esposa chilena, Raquel. Estamos esperando do Rio de Janeiro, a chegada do primogênito, Erico.

 Ai vamos estar com o time completo, como em todos os natais! Vamos abraçar, beijar, rir, presentear  e recordar do ano que se finda e dar nova oportunidade aos nossos sonhos! Aqueles que não conquistamos neste ano, vamos em busca deles em 2016. O passado não será frustrante, mas, lição de vida como não devemos fazer no futuro. Não daremos oportunidade para o desanimo, queixa, depressão e frustrações, eles não renovam nossos sonhos. Cortam asas, não nos deixam voar em busca dos sonhos e assim envelhecemos.  

Vamos passar o natal por aqui, depois Santiago e vamos em direção ao sul do Chile, ver os vulcões e os picos das montanhas geladas. Estamos direcionando a bússola e piloto automático do Casulo para a Patagônia chilena e por último para a cidade de Ushuaia, na Tierra del Fuego na Argentina. Vamos pegar “impulso” para continuar explorando as Américas, como gostam de dizer os aventureiros que chegam de carro até o "fin del mundo”.    

Já foi dito e concordo, que o novo ano “é um voto de confiança para si mesmo, traga a felicidade para perto neste período de `balanço geral` e, de quebra, contagie os outros”.

Como no texto do ano passado, entregamos os caminhos de 2016 ao Senhor porque Ele é o único que cuida e sustenta a Missão Conhecer é Preciso! Continuem participando conosco desta Missão em 2016.

Desde El Tabito, litoral dos Poetas chilenos.

Dezembro 2015.

Evanildo e Lizes.

 

 

 

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Travesia de la Cordillera de los Andes, inolvidable! - 16/12/2015.

Todos nós brasileiros em nossa vida escolar, em algum momento, já estudamos e sonhamos com a Cordilheira dos Andes! Fronteira natural dos países Andinos, cheias de personagens que povoam as páginas dos livros de história do ensino fundamental. Incontáveis vezes, já fui envolvidos nos devaneios estudantis de como seria a aventura desses conquistadores destemidos que transpuseram a grande barreira geográfica para integrar a América do Sul, na esperança, de ver o continente independente do julgo dos seus colonizadores. Fundaram cidades, organizaram resistências para lutar por uma América  livre e integrada. Sonhadores com Pedro de Valdivia, Francisco de Villagra,  San Martín e tantos outros. 

Nas cidades destes povos, se faz presente a Praça da Fundação e a casa onde estava instalada o Cabildo, centro administrativo e nascedouro do sentimento da independência da Província.  

Na boleia do Casulo móvel subia a Cordilheira pensando na dificuldade que era em tempos remotos, quão difícil foi transpo-la, levando a bagagem em lombos de mulas e a mais pesada dela, o sonho. Só quem sonha, acredita e realiza tem a esperança de ver o imaginado concretizado.

Guardadas as proporções materiais, as minhas são tão grandes e importantes quanto daqueles primeiros desbravadores de lugares não conhecidos. As minhas são apenas a busca aquilo que era apenas sonhado nas páginas dos livros, agora é a realização de sentir, ver e tocar o que era intangível, imaginável. Conhecer é preciso!

Enquanto apreciava a paisagem dirigindo a três mil e duzentos metros de altitude, o pico do Aconcagua  imponente, manchado de neve e gelo, saudava os viajantes - sonhadores, aventureiros, trabalhadores ou turistas - alegrando nossos sentidos.

Fazia também minha reflexão socio-política, quando via a linha férrea serpenteando e furando com túneis as encostas da Cordilheira. Vencendo com pontes, grande extensão do leito do Rio Mendoza, que vai desaguar e fertilizar a cidade de mesmo nome, na planície que começa ao pé da Cordilheira. Por que gigantesca obra ferroviária e rodoviária? 

O caminho natural de comunicação é o mar. Os dois países os tem e em grandes extensões, atlântico e pacífico.

Argentina e Chile não viraram as “costas” para o outro, pelo contrários, integraram. Há um corredor de exportação, a riqueza circulante manifesta nos meios de transportes. 

Quando penso no oeste brasileiro, Acre, Rondônia e Mato Grosso, vejo-os de costas para seus vizinhos Andinos. O nosso mercado é de frente para o Atlântico e de “costas” para o Pacífico. Embora, Mato Grosso seja o centro geodésico da América do Sul. Teríamos que ser, por privilegiada localização o grande corredor do comércio de la America del Sur. Contrário essa logística territorial, seguimos o caminho do isolacionismo do oeste brasileiro. Onde o Brasil devia começar, termina. Não conhecemos a Cordilheira dos Andes, sua magnifica beleza e seu vigor para fluir riquezas.  

Tivemos grandes homens, entre eles o cuiabano visionário - Marechal Cândido Rondon - que sonhou e trabalhou para integrar o Brasil e assim o fez. Atualmente precisamos de Estadistas que integrem o oeste brasileiro com estradas e ferrovias, em direção ao Pacífico. E, deixe que o comércio e a produção, o empreendedor brasileiro faz, como já vem fazendo bem, a muito tempo, por isso, o oeste ainda existe.  

Desde El Tabito, litoral de el Chile.

Fin de la primavera de 2015.

Segunda, 14 Dezembro 2015 19:43

Mendoza ciudad de las árboles.

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Mendoza ciudad de las árboles - 09 à 15/12/2015.

Saímos de Buenos Aires em direção a cidade de Mendoza pela Ruta Nacional Sete (RU7), passando por Chivilcoy, Chacabuco, Junin, San Luis e finalmente Mendoza, famosa pelos seus vinhos e azeites, foram mil km de boa estrada, com alguns pedágios.

Passamos pela Província de San Luis, pela RU7, toda expressa, com iluminação dos dois lados das vias, no canteiro central, luxo num pequeno trecho de 380km de extensão. Nesta província, segundo nosso amigo - Pr. Daniel Vega - não existe nenhuma família sem casa própria, com telefone, internet, água e luz. 

Na Argentina o relevo é uma planície, ao passarmos a capital - São Luis - da Província, avistamos a primeira elevação no território argentino até agora percorrido. Pequena cadeia de montanhas, prenunciando que a famosa Cordilheira, fronteira natural com o Chile se aproximava e a temperatura bruscamente baixou para dezesseis graus, o vento era gelado e isso para um cuiabano é inverno brabo, e aqui, é verão e dos calientes. 

A surpresa ficou para a cidade de Mendoza, conhecida pelos seus excelentes vinhos e azeites, já os conheciam de longa data. Há nos supermercados de Cuiabá essas iguarias Mendozinas.   

Mendoza, cidade interessante, cortada por canais d`agua do rio que dá nome a cidade, que desce da Cordilheira dos Andes e que inundava a cidade. A solução encontrada foi fazer vários canais ao longo da cidade em frente as casas em algumas ruas e avenidas, e ainda, fizeram desvios estreitos que irrigam as bonitas e frondosas árvores que embelezam as ruas da cidade. 

Inteligente solução contra as enchentes recorrentes ao longo dos anos. Diante do problema, acharam a solução da irrigação permanente para o verde da cidade. As suas avenidas largas, bosques, parques e jardins imponentes, herança da arquitetura espanhola presente pelos lugares que passamos.

Viajar pela Argentina tem sido prazeroso e relativamente barato. Um real equivale a quatro Pesos argentinos, contudo, ao fazer a conversão os preços se equivalem ao do mercado brasileiro, com ligeira diferença para menor. Quanta diferença quando na Europa estivemos, quando pagávamos um Euro na realidade estávamos sacando do bolso três e meio o valor em Reais, à época. 

Ficamos hospedados na Iglesia Bautista Oeste e na viagem descobrimos que somos peregrinos em terras estranhas, mas não  estrangeiros, somos irmãos em Cristo, isto é cristianismo! Onde chegamos somos acolhidos como os domésticos da fé, tal qual, os locais. Nosso carinho e oração pelo casal de pastores - Daniel e Mary - que nos recebeu como verdadeiros membros do corpo da Igreja invisível de Cristo. Dios te bendiga! 

Desde Mendoza, oeste de la Cordillera de los Andes.